Historia do Avivamento Espiritual

SEMINÁRIO EVANGÉLICO BETESDA – SEB

“Gerando vidas com responsabilidade”

Historia do Avivamento Espiritual

“A HUMANIDADE CAMINHA A PASSOS LARGOS PARA O FOGO DO INFERNO POR QUE A IGREJA PERDEU O CONTATO COM O FOGO DO ESPÍRITO SANTO”.

INDICE

1ª PARTE

INTRODUÇÃO

I – CONCEITO DE AVIVAMENTO

II – QUANDO E POR QUE HÁ NECESSIDADE DE AVIVAMENTO

III – INDICIOS DE UM AVIVAMENTO

IV – CONSEQUENCIAS DO AVIVAMENTO

V – EMPECILHOS PARA UM AVIVAMENTO

VI – ESPIRITO SANTO: O EXECUTIVO

VII – HOMEM: O INSTRUMENTO

2ª PARTE

I – GRANDES AVIVALISTAS

II – AVIVAMENTO NO PAÍS DE GALES

III – AVIVAMENTO NA AFRICA DO SUL

IV – OS MARÁVIOS

V – AVIVAMENTO NO CONGO

VI – CONSIDERAÇÕES FINAIS

APENDICE

BIBLIOGRAFIA

APRESENTAÇÃO

Nas paginas da Bíblia lemos histórias magníficas de avivamentos do povo de Deus. O Rei Ezequias no Antigo Testamento é um desses exemplos. Em um tempo de afastamento de Israel de Iavé, Ezequias restaura a adoração ao Senhor e destrói os altares aos deuses estranhos e os postes ídolos. Encontramos também no Antigo Testamento a clássica declaração do profeta Habacuque – “Aviva a tua obra ó Senhor…” (Hab 3.2a) quando Israel enfrentava uma grande injustiça social. Aqueles que tinham dinheiro emprestavam com usura aos menos favorecidos. Habacuque clama a Deus por um avivamento moral e ético. O clamor por um avivamento é tão antigo quanto o homem.

O Novo Testamento é um registro sem igual de avivamento. A vinda do filho de Deus conforme Gálatas 4.4, na plenitude do tempo, indicam que a medida do pecado já havia feito cheia. Jesus vem trazendo uma nova esperança para os enfermos, para os cativos e oprimidos. Porém, a história continua ainda hoje a ser escrita pela a igreja de Cristo.

O tema abordado por esta apostila visa exatamente mostrar esses acontecimentos chamados de “Avivamentos”. Certamente não esgotaremos o tema, até por que, a obra de Cristo é contínua na vida Igreja. Estudaremos o avivamento nos aspectos históricos, práticos e a importância desses em nossas igrejas hoje.

INTRODUÇÃO

Deus não ateia fogo sobre altar em ruínas (I Reis 18). Avivamento começa com restauração.

Paul Y. Choo declarou: “creio, firmemente, que pode haver avivamento em qualquer lugar, desde que as pessoas se entreguem à oração”. Não precisamos de muito para descobrir que essa declaração é uma verdade – basta orarmos – e veremos coisas novas e estranhas acontecerem.

A Bíblia afirma na primeira carta de João que o mundo jaz no maligno. Notamos com preocupação a veracidade dessa afirmativa. O mundo nunca esteve em tão forte influência de satanás como está nos dias atuais. Uma avalanche de imundícias tem-se derramado sobre o homem. O resultado é imediato: crentes frios e desinteressados pela obra do Senhor. Somente um novo avivamento poderá trazer de volta as mudanças sociais, espirituais e política de que precisamos.

A Bíblia nos clássica como Sal da terra, razão pela qual devemos temperar – temperar nosso lar, a igreja, a sociedade e a comunidade de modo geral. Temperar na medida certa, nem mais, nem menos.

A Bíblia aponta-nos como luz do mundo; logo, devemos iluminar o mundo com o brilho de nossas vestes lavadas no sangue do Cordeiro; também nos chama de MINISTROS LABARADAS DE FOGO; então pergunto onde está ao menos a fumaça que já seria um prenuncio do fogo? (Sl 104.4, Mt 5. 13 – 16).

Ao estudarmos o avivamento, queremos que o Espírito Santo aqueça o nosso coração afim de que levantemos bem alto o pavilhão do Evangelho. Que o Espírito Santo nos faça ministros avivados, com alma ardendo em chamas pela conversão dos perdidos. Que o Espírito Santo nos faça sair dos nossos aposentos e levemos a poderosa mensagem do Evangelho ao mundo. Que eu você venhamos ser impulsionados pelo Espírito Santo a escrever nossa própria história de avivamento.

“HOMENS MORTOS TIRAM DE SI SERMÕES MORTOS E SERMÕES MORTOS MATAM. TUDO DEPENDE DO CARATER DO PREGADOR”. (E.M. BOUNDS)

I – CONCEITO DE AVIVAMENTO

Habacuque 3.2 “Senhor, tenho ouvido tuas declarações e sinto temor; aviva teus feitos e com o passar dos anos torna-os conhecidos; em tua ira lembra-te da tua misericórdia”.

“Avivamento é o Espírito Santo enchendo um corpo preste a tornar-se cadáver” D. M. Panton.

Avivamento é o povo de Deus vivendo sob o poder, sob o encorajamento e a unção do Espírito Santo realizado as obras de Cristo e obras maiores ainda (At 9.31, Jo 14.12).

Avivamento é a toda Igreja na plenitude de Deus (Ef 3.19).

Avivamento é a visão real; viva e gloriosa do nosso Senhor (João 20.25 – 31, Apc 1.17, Is 6.1 – 8).

Avivamento é a igreja enchendo o cenáculo da poderosa e conquistadora intercessão que repreende o diabo e lança por terra os portais do inferno (At 12.5, Mt 16.18).

Avivamento é a volta ao primeiro amor ( Rm 8. 35 – 39, I Pe 1.8, I Jo 4.19, Apc 2.4.)

Avivamento é a comunhão e edificação do corpo de Cristo (Sl 25.14; Ef 4.16; Cl 2.1)

II – QUANDO E POR QUE HÁ NECESSIDADE DE UM AVIVAMENTO

“Parece que a Igreja parou num ponto qualquer entre o calvário e o pentecostes” J. L. BRICE.

a- QUANDO PRECISAMOS DE AVIVAMENTO

Quando há falta de amor fraternal e desconfiança entre os servos do Senhor (Mt 24.12).

Quando existem dissensões, ciúme e maledicência na congregação, manifestando assim as obras da carne (I Co 1.10 – 17, 3. 1 – 3, Gl 5.20).

Quando há espírito de mundanismo na Igreja (2 Tm 4.10 e Apc 3.14 – 20).

Quando os pecadores são indiferentes, insensíveis às mensagens pregadas na igreja (Is 61. 1,2).

“A baixa moralidade prevalecente hoje em dia, bem como as tentativas das diversas seitas e cultos de dominar o mundo, deveria deixar-nos alarmados”. (Leonardo Revenhill).

b- POR QUE PRECISAMOS DE AVIVAMENTO

“O evangelho não é uma história velha, contada e recontada. Não; é o fogo do Espírito que arde em nós, alimentado pelas chamas do amor fraternal e eterno. E ai de nós se esse fogo baixar pelo fato de avivarmos o dom de Deus que há em nós” Dr R. Moffat Goutrey.

1. A Bíblia os autoriza (Is 32.15, 45.8, Sl 119.159, Hb 12.11)

2. Três quartos da população mundial estão em trevas. Desses uma multidão poderia dizer: “ninguém cuidou da minha alma”

3. O mundo está em decadência moral e espiritual.

4. O coração humano anseia por uma vida melhor.

5. A igreja precisa ser uma força dinâmica na sociedade.

6. Precisamos em tempo de incredulidade de uma demonstração do poder de Deus e de valor do cristianismo (Atos 2. 42 – 47).

“Agora o mundo está entrando na época mais perigosa e alarmante que jamais contemplamos. O século vinte tem urgência de um avivamento mais despertador do que qualquer outra época para que ele se salve duma tragédia inominável”. Rosalee M. Appleby

III – INDICIOS DE UM AVIVAMENTO

1. Quando a providência de Deus assim nos revela.

2. Quando a iniqüidade dos ímpios entristece, humilha e aflige os cristãos, gerando um espírito de inconformidade (Rm 12.2).

3. Quando os crentes intercedem por um avivamento (Hab 3.2)

4. Quando a visão dos ministros está voltada neste sentido. A pregação, intercessão e apelo referem-se ao avivamento do povo de Deus. Jamais haverá avivamento enquanto alguém não envidar esforços especiais neste sentido.

5. Quando os crentes começam a confessar seus pecados uns aos outros.

6. Sempre que os cristãos estejam dispostos a pagar o preço para alcançá-lo. Disposição para oração, jejum e meditação profunda individual e coletiva da Palavra de Deus.

IV – CONSEQUENCIAS DE UM AVIVAMENTO

1. Uma fome incontrolável por Deus (Sl 42.1,2)

2. Uma agonia pelas almas pedidas.

3. Um transbordamento de amor por Cristo (Rm 5.5)

4. Um sentimento profundo da majestade e sentimento de Deus.

5. Crescimento espontâneo da Igreja (Atos 2.42ss)

6. Compreensão da rapidez e urgência do movimento.

7. Superabundância de louvores (João 4. 23,24).

8. Coração quebrantado, espírito humilde e confissão (Sl 51).

9. Disposição para o trabalho, mesmo que árduo.

10. Um senso de harmonia (Ef. 4. 1 –6).

11. Ampla vida de fé (Hb 11.6)

12. Convicção de pecado (Is 6. 5 – 9).

V – EMPECILHOS PARA UM AVIVAMENTO

“A maior necessidade de nossos dias é o poder do alto”. Charles Finney.

“Se o próprio Cristo só iniciou a pregação depois de ser ungido, nenhum jovem deve pregar enquanto não tiver recebido a unção do Espírito Santo”. F.B. Meyer.

1. Os pregadores e evangelistas estão mortos, mais preocupados com dinheiro, fama e aceitação pessoal, do que levar os perdidos ao arrependimento.

2. Os nossos cultos evangelísticos parecem mais shows teatrais do que pregação do evangelho.

3. Os pregadores têm medo de falar contra as falsas religiões e a imoralidade social em todos seus aspectos.

4. Falta de intensidade e fervor nas orações.

5. Quando roubamos a gloria que pertence a Deus.

“Para se ter uma vida vitoriosa dois elementos são indispensáveis: visão e fervor”.

VI – ESPIRITO SANTO – O EXECUTIVO

Atos 1.8 “Mas recebereis poder ao descer sobre vós a virtude do Espírito Santo”. (Atos 2. 1 -21)

“E o Espírito Santo não apenas nos unge ao ministrarmos a Palavra de Deus com poder e autoridade, mas também nos protege dos ataques de Satanás”. Paul Y. Choo.

“Se tivéssemos o selo do Espírito em nosso ministério, com seu poder os nossos talentos pouco importariam. Os homens poderiam ser pobres e incultos, suas palavras poderiam ser difíceis e desprovidas de gramática; se a força do Espírito Santo as acompanhasse, o mais humilde evangelista poderia ser mais eficiente que os mais eruditos teólogos ou do que os pregadores mais eloqüentes”.

“Uma única hora de esforço com o Espírito conseguirá muito do que um ano de esforço baseado na carne”. Oswaldo Smith.

O Espírito Santo é o agente divino que usa a Palavra em mãos humanas. O Espírito Santo é o autor executivo do avivamento, é Ele que convence o homem de sua condição de pecador e o vivifica. Assim é o Espírito quem impulsiona o homem ao avivamento. Sem o Espírito Santo os OSSOS SECOS continuaram sem vida. Belém que literalmente significa “Casa de Pão” continuará sem pão e seus filhos continuarão fugindo para Moabe, “terra de morte” (ver o livro de Ruth) e os profetas não serão impulsionados a pregaram com poder e fervor a Palavra de Deus. Textos para ser examinados: Rm 8. 4,5,13; Gl 5.25; Ef 5.18; Rute 1.

VII – HOMEM – O INSTRUMENTO

“A causa de Deus foi confiada aos homens. Deus mesmo se confia aos homens. Os crentes que oram são vice-governadores dele, estes é que fazem a obras de Deus e realizam os seus planos”. E.M. Bounds.

O método de Deus sempre foi usar homens. Enviou Moisés ao Egito a fim de livrar o povo do domínio de Faraó (Ex 3. 7 – 10). Usou juizes, profetas, apóstolos e discípulos em todas as épocas na realização de sua obra (Is 6.8; Je 1. 5-10; Ez 22.30; Lc 10. 2).

No avivamento, a iniciativa parte sempre de Deus, mas, o instrumento usado sempre será o homem.


2ª PARTE

“A HUMANIDADE CAMINHA A PASSOS LARGOS PARA O FOGO DO INFERNO POR QUE A IGREJA PERDEU O CONTATO COM O FOGO DO ESPÍRITO SANTO”.

Leonardo Revenhill

I – GRANDES AVIVALISTAS

Desde a queda do homem no Éden que Deus vem levantando homens com o objetivo de restaurar a comunhão perdida por causa do pecado. Sempre, em determinado momento da história encontramos homens sendo separados por Deus para tal tarefa. Noé, Abrão, Moisés, os juizes, os reis e os profetas foram instrumentos separados e usados por Deus na História de Israel para o avivamento no Antigo Testamento (Gn 12. 1 – 4; 2 Cro 15. 1 –17; 1 Rs 18.30 – 41; 2 Cro 23. 16 –18; 2 Cro 29; 2 Cro 33, 34, 35).

O Novo Testamento começa com João Batista e o próprio Filho De Deus, seguido pelos apóstolos, com destaque para o Apóstolo Paulo. Depois temos os pais da igreja no segundo século. Dando um salto na história de treze séculos, um longo período onde a igreja experimentou seu maior declínio espiritual, nos encontramos no século quinze, período da reforma, cujos nomes, em destaques são: o monge católico Savonarola e Martinho Lutero, seguidos depois por John Wesley (século XVI), Charles Finney (século XVIII) e tantos outros.

SAVONAROLA

Monge católico italiano foi o instrumento de Deus para o avivamento de 1496 – 1498. Era um homem devotado a Deus, inconformado com o pecado; um homem de vida de jejum e oração.

Aos 22 anos escreveu um artigo, “Desprezo pelo Mundo”, no qual comparava os pecados da época com os pecados de Sodoma e Gomorra. Como recompensa pela sua pregação contra o pecado ganhou inimigos na sociedade, no Estado e na Igreja. Savonarola não temeu acusar o papa Alexandre – papa da época – de ter comprado por dinheiro sua posição e por conseqüência não ser cristão; ainda questionou a infalibilidade do papado. Era um homem na contra mão do sistema social e eclesiástico, literalmente inconformado com seu século.

Durante oito anos pregou na cidade de Florenza. As igrejas ficavam lotadas para ouvi-lo pregar. As pessoas choravam e soluçavam arrependidas de seus pecados. A unção do Espírito era sobre ele. Foi torturado e morreu enforcado por causa da mensagem de avivamento. Suas últimas palavras foram: ”Não devo morrer de boa vontade por Aquele que tanto sofreu por mim?”.

Martinho Lutero era criança nesse tempo e quando crescido se inspirou em Savonarola para desenvolver o processo da reforma protestante.

JONH WESLEY

Período do reavivamento: 1739 – 1791

Local: Inglaterra

Seus companheiros: Charles Wesley de 31 anos e George Whitefield de 18 anos.

Wesley era da idade de 35 anos, décimo quinto filho do Rev. Samuel e de Susannah Wesley, nasceu a 17 de junho de 1703. Fora criado nos princípios da doutrina dos puritanos. Era fiel a oração. Wesley fora muito influenciado pela leitura do livro “Imitação de Cristo”, de Thomas Kempis e “Viver e Morrer em Santidade” de Jeremy Taylor. Unido a seus companheiros formou o “Clube dos Santos”, cujo objetivo era estudar a Bíblia e orar e como conseqüência obter uma vida santa, alcançando assim a salvação. Contudo Wesley só viria nascer de novo depois de uma experiência com Deus ao conhecer os Moravianos.

Wesley procurava a segurança da salvação, ao ouvir o prefácio de Lutero ao livro de Romanos, ele exclamou: ”Eu creio”. Depois desse dia Wesley foi Cheio do poder Espírito Santo e passou a pregar por toda Inglaterra; era o começo de um avivamento onde milhares de vidas ouviriam a sua mensagem e se converteriam ao Senhor.

CHARLES FINNEY

Charles G. Finney nasceu a 29 de Agosto de 1792, começou a trabalhar em um escritório de advocacia aos 26 anos na cidade de Adams, Nova Yorque, onde começou a freqüentar os cultos da igreja e as reuniões de orações. Finney estava num contexto de uma igreja fraca espiritualmente, mas que estava buscando o reavivamento. Isso causava em Finney uma espécie de frustração, quando perguntado se desejava oração ele se esquivava alegando não ver resultados na oração feita pela igreja. O que acontecia de fato era que o musico e advogado Finney tinha medo e vergonha de ser reconhecido como um cristão.

A 10 de outubro de 1821, enquanto orava sozinho e escondido na mata fora da cidade, Finney experimentou uma poderosa conversão. No mesmo dia foi batizado no Espírito Santo. No dia seguinte o importante e culto advogado havia desaparecido, em seu lugar apareceu destemido Finney que começou a testemunhar às pessoas e faria sua primeira oração em publico. Começava mais um avivamento. Milhares de vidas seriam acrescentadas à Igreja.

Era o inicio de mais uma história do avivamento. Como em todos os outros avivamentos sempre calcados em uma vida de oração, leitura da Escritura Sagrada, vida santa e consagrada a Deus.

II – AVIVAMENTO NO PAÍS DE GALES

O País de Gales experimentou grandes e importantes avivamentos em 1739, em 1762, em 1791, em 1817, em 1840 e em 1848, contudo comentaremos aqui especificamente, o avivamento ocorrido em 1859.

No meado do século dezenove muitos cristãos sentiram a necessidade de um novo despertar espiritual. Começaram reuniões de orações em suas casas e nas congregações nos moldes do avivamento acontecido na América que se deu por orações conjuntas. “Porventura não tornarás a vivificar-nos para que em ti se regozije o teu povo” (Salmo 85.6).

O Rev. Humphrey Jones, influenciado pelos escritos de Finney, voltando dos Estados Unidos ao País de Gales, foi usado por Deus durante seis meses enquanto pregava as suas mensagens. A unção de Deus era sobre ele em todo tempo que pregava. Havia reuniões de orações todos os dias e os convertidos também eram acrescidos todos os dias. Pelas aldeias por onde Humphrey Jones passava avivamento o seguia.

O Rev. David Morgan, ministro metodista calvinista, entrou em cena em outubro depois de se sentir desafiado por Humphrey Jones. Assim ambos começam a trabalhar juntos até o mês de dezembro. Desse momento em diante Jones sai e David passa a ser usado por Deus poderosamente. Onde quer que fosse Deus derramava do Seu Espírito e vidas eram convertidas ao Senhor. Em todas as igrejas havia crescimento do numero de membros. Só os metodistas calvinistas tiveram sua membresia acrescida em três mil vidas.

Crianças e adolescentes eram visitados por Deus. Eles se reuniam para fervorosas reuniões de orações. Havia união entre os irmãos. Oravam uns pelos outros, pelos amigos e parentes e isso fazia pronunciando nome por nome a fim de que fossem salvos pelo Senhor Jesus. Os irmãos juntos buscavam o enchimento do Espírito Santo, porém, o avivamento somente veio depois de uma longa espera e esforços. Foi um ano de oração, mas ao final veio a recompensa.

As denominações passaram a viver um momento de paz. Onde havia discórdia foi substituída por uma abençoada unidade.

É fator importante neste avivamento o sentimento ou o reconhecimento da necessidade do Espírito Santo na vida da Igreja. Passamos muitas vezes satisfeitos com migalhas que caem da mesa (Mt 15.27), enquanto o Senhor nos promete “aquilo que os olhos não viram o que os ouvidos não ouviram nem subiu ao coração humano” (I Cor 2.9). Se vamos a Igreja no domingo e somos agraciados com uma pequenina manifestação do Espírito Santo, voltamos jubilosos para o nosso lar desconhecendo realmente o que de fato Deus tem para aqueles o amam.

Se tomássemos consciência das coisas que Deus tem para nós, seriamos como os galeses que perseveram unânimes em oração durante um ano sem ver o resultado de seus esforços, mas, que ao final foram recompensados com o avivamento. Oraram individualmente ou em conjunto e assim conheceram a manifestação da presença de Deus. “O Senhor é poderoso para fazer muito mais além do que pedimos ou pensamos…”.

O reconhecimento da necessidade do enchimento do Espírito Santo é o primeiro fator. O segundo fator é prostrar-se diante de Deus – atitude de submissão, deixando de lado a animosidade, as facções e divergências e reconhecer a majestade divina. “Um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus”.(Sl 51.17).

Nada acontece pelo homem, mas, para o homem. A verdade é que o homem nada pode fazer. É o Senhor que tudo faz por nós. Não há avivamento por mérito humano e sim pela misericórdia divina. Se reconhecermos a soberania de Deus, entendermos que somos seus eternos dependentes – ele – Deus se nos dará a conhecer, e também conheceremos o Seu Espírito (dúnamis = dínamo = poder). Depois de reconhecer a necessidade do Espírito Santo e de prostrar diante de Deus, a oração é o veiculo que nos conduzirá a Deus.

Como em todo avivamento, neste não foi diferente, a oração teve seu papel fundamental. Conduziu o povo num sentimento de profunda necessidade de comunhão da criatura com Criador. Por meio da oração os galeses buscavam estar mais próximos de Deus.

Na igreja hodierna este sentimento às vezes é tão escasso que mal pode se ver alguém orado, ou se ver, não há fervor na oração. São frases bem elaboradas para que um bando de parasitas diga “amém”, “aleluia” ou “glória a deus”. Claro que essas orações tem objetivo da “decência e ordem” e do bom andamento litúrgico do “culto”. Somente tenho a lamentar é que ninguém perguntou a Deus se é esse o culto que Ele espera de sua igreja. Orações fervorosas causam espanto na igreja e se torna objeto de deboche.

É preciso uma mudança urgente se a igreja quiser que vidas sejam salvas da mão de satanás; se quiser experimentar da Graça e o encher da “Unção de Deus”. A igreja precisa reconhecer que depende de Deus, reconhecer o seu governo soberano e assim prostrar-se diante dEle com suplicas e orações, confessar e deixar humildemente seus pecados. Dessa forma alcançará o favor de Deus.

III – AVIVAMENTO NA AFRICA DO SUL

Talvez por influência do avivamento acontecido em 1858 nos Estados Unidos e em 1859 na Irlanda, homens individualmente ou em grupos passaram a orar especificamente pelo avivamento na África do Sul. Diz do Rev. Andrew Murray que durante vários anos ele orou e desejou o avivamento na África do Sul.

Em abril de 1860, em Woreester, na África do Sul, começava ali o avivamento após um sermão do Rev. Andrew Murray. Nascia uma chama que não seria contida. A oração feita pelo filho Andrew Murray Jr. fora com tal poder que acreditaram ser aquele o dia inicial do avivamento do povo Sul-africano. No entanto o avivamento somente aconteceu mesmo aos cinqüenta dias após aquela conferência.

O que marcou o inicio do avivamento foi às reuniões de orações. Essas aconteciam a todas as noites, nas manhãs de segunda, quarta, e sexta-feira. Algumas destas reuniões estendiam-se até às três horas da madrugada. Pessoas que nunca haviam orado começaram a orar.

Outro ponto de destaque deste avivamento foi para consciência de pecado que o povo experimentou. Independentemente da classe social, todos se curvavam diante de Deus humilhados, reconhecendo seus pecados. Em grande angustia buscavam o perdão divino.

À luz do avivamento a igreja do Rev. Murray experimentou fenômenos incríveis à medida que o Espírito Santo se manifestava. Ouviam-se sons de trovões que se aproximavam e rodeavam o prédio e esse começava a tremer.

O Rev. Murray tentou em duas ocasiões conter os jovens, porém, nada conseguiu e em uma das vezes foram repreendidos por um estranho que lhe disse que o acontecido era obra do Espírito Santo. Nesta ocasião o Rev. Murray escreveu: “sentimos e compreendemos o poder e a majestade da presença de Deus. O seu Espírito Santo foi de fato derramado sobre nós”.

Ao receber o reavivamento uma tribo uma tribo Zulu houve tão grande manifestação de Deus que eles oravam de forma extraordinária. Tornaram-se convictos dos seus pecados e as conversões eram imediatas.

William Taylor foi um canal usado por Deus no reavivamento da África. Ministro batizado pelo fogo, evangelista metodista, mais tarde tornou-se bispo da África. As igrejas experimentavam um avivamento quase instantâneo onde quer que ele fosse.

Em uma das tribos em que pregou Deus realizou o avivamento, o maior de todos. A tribo Schosas deu a Taylor o nome, cujo, o significado era “Tição Ardente”. Tamanho fora o poder que eles experimentaram após ouvir os sermões de Taylor.

É bom lembrar que muitas vezes ficamos procurando as pessoas certas para serem evangelizadas ou mesmo um local adequado para que Deus possa manifestar seu poder, mas esquecemos que os caminhos de Deus não são os nossos caminhos e os seus pensamentos são mais altos que o pensamento dos homens. Limitamos a Deus a um grupinho especial e o fazemos pequeno e mesquinho. O Senhor está acima de tudo e todos. Para Deus não há distinção de cor e classe social, onde há um homem ai é o lugar em que está e pronto para operar.

Tanto neste episódio como nos outros anteriores vemos Deus avivando e salvando brancos e negros, amarelos ou vermelhos, ricos e pobres. O que Deus pede ao homem é que se converta de seus maus caminhos, arrependa de todos os seus pecados, que confesse e se humilhe para que seja perdoado e tenha suas terras saradas e por fim seja cheio Espírito do Senhor. Amém.

IV – OS MARÁVIOS

Aproximadamente há 250 anos um grupo de discípulos rixentos, contenciosos, discutidores e opiniosos, seguidores de Huss, Lutero, Calvino e outros reformadores, fugindo das perseguições mortíferas daquela época, achou asilo em Hernhut, no patrimônio de um fidalgo abastado, o Conde Zinzendorf, situado na Alemanha Oriental. Esse grupo tornar-se-ia conhecido como os Morávios em conseqüência de uma parte deles – os morávios – terem saído da província de Moravia, na Checoslováquia.

Embora fossem protegidos ali do mundo exterior, quem haveria de protegê-los das suas próprias paixões religiosas que ameaçavam destruí-los? Como poderiam se unir em fé e amor esses cristãos contenciosos? Aparentemente seria uma tarefa completamente impossível. Contudo, oraram. No dia 05 de agosto de 1727, alguns irmãos passaram a noite toda em oração. O resultado foi a Aliança Fraternal, cujo objetivo era procurar e enfatizar os pontos em que concordassem, sem deixar salientar as suas diferenças.

Passaram então a desenvolverem uma vida de oração. A oração muitas vezes era de tanto poder que aqueles que haviam confessado sua disposição apenas de boca para fora eram convencidos do pecado e compelidos interiormente a mudar de vida ou a irem embora.

Era um domingo. Em 13 de agosto de 1727, mais ou menos ao meio-dia, numa reunião onde se celebrava a ceia do Senhor, o poder e a benção de Deus vieram de forma tão poderosa sobre o grupo inteiro que tanto o pastor como o povo, juntos caíram ao pó diante de Deus. Nesse estado de êxtase continuaram até a meia-noite, tomados em oração e cânticos; choro e súplicas. Tiveram a visão de Isaias 53 e ali diante daquela visão do “Cordeiro expirante” deixou suas paixões e diferenças, o orgulho fora crucificado enquanto miravam atentamente as agonias do Deus crucificado.

A oração trouxe-lhes um novo derramamento do Espírito Santo. Os morávios entendiam isto de forma clara – a oração era a chave para o reavivamento. Não deixaram apagar o “fogo do altar”. “A intercessão dos seus Santos deverá subir incessantemente a Ele como um incenso santo”.

No dia 26 de agosto, vinte e quatro irmãos e o mesmo número de irmãs se reuniram e fizeram entre si uma nova aliança de continuar em oração a partir da meia-noite até à meia-noite do dia seguinte (o conhecido relógio de oração). Rapidamente cresceu o numero de intercessores e até crianças tomavam parte nessa intercessão que acontecia uma vez por semana.

Desde esta data, durante vinte e cinco anos os morávios enviaram mais de cem missionários pelas nações. Nos primeiros vinte anos da sua existência a igreja morávia sozinha enviou mais missionários que toda igreja protestante no mesmo período.

Finalmente podemos extrair quatro princípios básicos ensinados pelo Espírito Santo nesta época: 1º – que a igreja existe para estender o Reino de Deus em toda terra. 2º – que cada membro deve ser treinado e preparado para participar deste propósito glorioso. 3º – que a experiência intima do amor de Cristo é o poder que capacita para este fim. 4º – que a oração é o segredo e fonte para todo este fim.

“Oração organizada, intensiva, e perseverante trará hoje os mesmos resultados que trouxe para os morávios”.

V – AVIVAMENTO NO CONGO

Deus enviara ao congo talvez o maior de todos os avivamentos dentre os quais teve a oportunidade até aqui de tomar conhecimento. Seu inicio se deu em 1953 em Lubutu e seguiu por anos produzindo o mais extraordinário arrependimento que o homem podia experimentar.

Se nos demais relatos de avivamentos e reavivamentos o Espírito Santo trabalhou a questão do pecado levando vidas ao arrependimento e assim a Cristo; se os homens se arrependeram e mudaram de vida diante de Deus, se vidas foram totalmente convertidas ao Senhor; no Congo o Espírito Santo fez esta obra de uma maneira muito mais intensa. Homens e mulheres de todas as idades confessaram abertamente seus pecados sendo libertos de suas culpas e tiveram a vida cheia de gozo. “Ficaram como quem sonha quando o Senhor lhes restaurou a sorte”.

Quando chegou o avivamento com ele acontecem os primeiros movimentos da obra missionária. Há anos missionários já vinham buscando a Deus em oração em prol do avivamento. Como nos outros avivamentos da história esse não aconteceu por acaso, sempre houve um intercessor, alguém na brecha da oração nesse caso, os intercessores foram os missionários.

O avivamento do Congo traz quatro pontos que merecem destaque. O primeiro: a forma como acontece o arrependimento do povo. A Bíblia diz que “quem confessa seu pecado e o deixa alcança misericórdia”. Esta manifestação do Espírito não deveria chamar a atenção uma que esta é a sua obra – convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo. O que acontece é que as nossas confissões são superficiais. Dizemos: “Senhor tu conhecesses o meu coração, perdoa meus pecados”. Não vamos além dessas palavras vazias por que temos medo que alguém possa estar nos ouvindo e vir a se escandalizar. Se a oração vir do líder ainda pior uma vez que estes são endeusados e dessa forma não podem cometer erros (pecados). Quando damos nomes aos nossos pecados o fazemos de forma tão baixa que não dá para “o Espírito Santo ouvir o que foi dito”. O que se viu nesse avivamento foram pessoas agonizando pelos seus pecados e quando induzidas confessavam um a um de seus pecados em voz alta. Não havia hipocrisia, eram sinceros em suas confissões.

O segundo ponto que chama atenção é a questão da restituição. Pessoas eram impelidas pelo Espírito Santo a confessar e devolver os objetos roubados. A de se destacar o caso de um senhor que havia roubado ferramentas do exercito. Sem se importar com a possibilidade da prisão foi procurar um oficial para devolvê-las. O oficial do exercito sem saber o que fazer com as ferramentas mandou que o homem se afastasse rápido do local. A restituição é bíblica e devemos praticá-la. Zaqueu o publicano nos deu esse exemplo.

O terceiro ponto notável é que quando Deus quer agir nada pode impedir. Imaginemos estas cenas: pessoas totalmente às mãos de Deus e outras permanecendo insensíveis não querendo confessar seus pecados. De repente o Espírito Santo os tomam de tal maneira que eles irrompem em lágrimas começando a confessar os seus pecados. Ainda havia outros que com receio de serem atiradas ao chão se agarravam aos pilares, porém ainda assim não resistiam e iam para o chão.

O quarto ponto é a disponibilidade para fazer a vontade de Deus. A preguiça fora vencida, uma nova disposição surgiu na vida dos moços. Saindo ao trabalho iam irradiando alegria e cantando louvores a Deus.

Por tudo que se viu do avivamento no Congo, pela obra do Espírito exaltada, louvemos a Deus. Oxalá que o Espírito Santo continue usando vidas para esta obra. Novos avivamentos precisam acontecer na vida da igreja. Que o Espírito separe novas vidas dispostas a se colocarem na brecha para este serviço.

VI – CONSIDERAÇÕES FINAIS

AFINAL O QUE É AVIVAMENTO ESPIRITUAL?

Seria uma hipocrisia tentar definir “avivamento” uma vez que, está provado na história que, aqueles que viveram o “avivamento” em seus dias nunca tiveram a certeza de sua chagada. A geração posterior vivendo dia de frieza espiritual falou daqueles dias como sendo dias de “avivamento”, dando destaque para os vasos usados por Deus.

Talvez já estejamos aqui vivendo em pleno avivamento e por não saber corremos o risco de rejeitá-lo. Coisas estranhas que só aconteceram em dias de avivamento estão acontecendo. Uns têm se entregado sem reserva ao “mover do Espírito”, outros têm agido de forma resistente cheios de dúvidas e de perguntas sem respostas.

Do ponto de vista divino o avivamento é coisa simples. É o “mover do Espírito”. Do ponto de humano é complicado por que junto com o “mover” vem também uma série de problemas. Muitos dirão que avivamento espiritual seria uma igreja, na qual, os dons espirituais são repartidos e usados com plena liberdade. Poderá dizer que a igreja é tão “avivada” que o pastor mal pode começar a pregar e essa entra em grande euforia espiritual. O louvor e adoração são espontâneos; curas, milagres e libertação são práticas comuns. Bem, isto se parece mesmo com uma igreja avivada, porém o verdadeiro avivamento no meu limitado entendimento é um processo desencadeado na igreja de Cristo pelo próprio Senhor, através do ESPÍRITO SANTO com fins específicos: santificação do corpo – igreja – e a proclamação do Evangelho aos perdidos. O que descrevemos acima são apenas conseqüências de um povo que conhece e retorna para seu Deus. Um povo que conhece sua vontade e as obras de suas mãos!

Podemos afirmar que o avivamento tem sua base numa vida de comunhão com Deus. Paulo em Romanos 12. 1 e 2 falam claro desta comunhão: “Rogo-vos, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação de vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Esta renovação é inerente ao avivamento espiritual, por que ao renovar-vos a mente, começamos a conhecer a intimidade de Deus.

Cabe aqui outra pergunta: qual é a perfeita vontade de Deus? Creio firmemente que é que todos se arrependam de seus pecados e chegue ao pleno conhecimento da verdade. De forma simplória é que Deus quer a restauração da comunhão com o ser humano. Como alguém pode chegar a essa comunhão senão pelo Espírito Santo. Vemos em João 3.16 o Filho sendo enviado para cumprir o propósito do Pai – a salvação. Em Lucas 24.49 vemos a promessa do derramamento do Espírito Santo; poder para testemunhar; em Atos 1.8 vemos a confirmação da promessa e a explicação do derramar do Espírito Santo e no capitulo dois do mesmo livro vemos o cumprimento da promessa. Aí está o verdadeiro avivamento. A igreja de Cristo recebe poder para testemunhar a cerca da obra redentora de Jesus Cristo e dos seus gloriosos feitos.

Para experimentar este avivamento é preciso algo mais forte no coração. É preciso ter sede de Deus (Sl 42. 1 – 2) e por ele ter o altar restaurado. Elias diante dos profetas de Baal restaurou o altar para Deus, e todos que ali estavam viram o poder do Senhor Deus manifestado. Naquele dia aconteceu um grande avivamento na vida Israel. Houve arrependimento, houve retorno a Deus e abandono da idolatria.

Neste avivamento Deus usou Elias. Deus usa homens santos para sua causa que é santa. Como já vimos anteriormente Deus usou reis, profetas, sacerdotes e homens como Finney, os irmãos Wesley, Savonarola e outros para dissipar da história da igreja longos períodos de seca espiritual. Tempos em que o “mover do Espírito” fora esquecido pela igreja, que por sua vez estava sendo manipulada pelos seus lideres gananciosos e desejosos do poder (domínio). A ação do homem impede a ação de Deus.

Deus continua ainda querendo fazer as mesmas obras do passado na vida da igreja hodierna. Fez nas Filipinas de tal forma que o poder se espalhou por toda ilha. Também fizera nas Américas e nos outros continentes. Faz parte da nossa história recente o movimento denominado “Renovação Espiritual” em que igrejas conhecidas como tradicionais (que rejeitam a chamada “segunda benção”) receberam o batismo no Espírito Santo, mudando toda sua liturgia de culto, causando assim a expulsão do grupo renovado de entre as mesmas. O que vemos é o Espírito quebrando costumes e barreiras doutrinárias através de vidas que se dedicaram à oração – oração e leitura das Sagradas Escrituras tendo assim seus altares restaurados para Deus.

Tenho a lamentar que uma boa parte dos cristãos não saiba o que significa ter um altar restaurado, ter uma vida de comunhão com Deus. Preferem uma vida de superficialidade. Urge que mergulhemos no Oceano do ESPÍRITO de DEUS. Este que nos convence do pecado e do juízo, que conhece o coração de Deus e sabe qual é seu propósito para com o homem e a mulher. No entanto é preciso que fique bem claro que todo esse processo ira começar com o quebrantamento do coração endurecido (“um coração quebrantado e contrito não desprezaras ó Deus” Sl 51.17). Endurecido pelo pecado que sutilmente penetra no coração humano subindo-lhe à mente, dificultando o entendimento do propósito divino.

Nas histórias dos avivamentos sempre houve pontos em comum que quero relembrar, vejamos: oração, arrependimento e confissão de pecados; volta a Deus, e o cumprimento do “IDE” de Jesus. Sem estes fatores é impossível crer em um AVIVAMENTO.

Ademais podemos dizer que um avivamento genuíno começa em um coração puro e contrito, em um coração, cujo desejo, é para o Senhor seu Deus. Vive para Deus todos os momentos; está sempre em oração e em busca do conhecimento da sua Palavra, conforme orientação do Apóstolo Pedro “Desejai ardentemente como criança recém-nascida, o verdadeiro leite genuíno que é a Palavra de Deus”, termina com o anuncio do Evangelho a aqueles que estão a sua volta, haja vista que o avivamento nada mais é que vida no altar e poder para testemunhar.

Somado a tudo que vimos até aqui, a oração sempre foi e será a alavanca que removerá a pedra, empecilho para a chegada do avivamento, ou seja, homens precisaram começar a orar. Pela oração de um só homem ou de um grupo Deus derramou do seu Espírito Santo sobre nações inteiras. Vidas foram transformadas, comunidades que antes estavam destruídas pelo pecado, pela miséria, pela fome foram restauradas. Famílias destruídas voltaram a sorrir. A oração trouxe o avivamento e esse trouxe a restauração religiosa, política, social e econômica de que tanto a humanidade precisava. Enquanto houver, ainda que, uma só pessoa orando, Deus ouvirá do céu e fará agitar dentro de nós a Fonte de ÁGUA VIVA que jorra para vida eterna.

Deus trará vida à sua Igreja. Seja você um intercessor!

APENDICE

DESENVOLVENDO UM CARATER DE INTERCESSOR

Aparece sempre na história do Cristianismo a figura do intercessor com um perfil próprio. Alguém que se distingue de todos os demais pela sua capacidade de se doar em favor do seu semelhante, ou de um objetivo, ou de um ideal. É alguém que sempre está presente na brecha pronto para fecha-la; é alguém capaz de orar e orar.

Já vimos o caso de Abraão no Antigo Testamento por ocasião da destruição de Sodoma e Gomorra e as cidades ao arredor. Abraão abraçou a causa como se sua fosse. Somente não teve melhor êxito pela falta de justos naquelas cidades.

Outro caso de intercessão que nos serve de exemplo é o caso de Jó em relação a seus filhos. Quando esses terminavam suas festas retornando assim para casa, Jó se apresentava diante do Senhor com adoração e sacrifícios em favor dos filhos temendo que eles tivessem de alguma forma ferida a santidade de Deus.

Elias é um caso tremendo de intercessão. Quando todo povo está envolto numa terrível idolatria, Elias aparece como o intercessor entre Deus e Israel. Restaura o altar do sacrifício e ali está presente um grande simbolismo espiritual. Significava que naquele momento Israel estava voltando para IAVÉ. O homem de Deus deve sempre promover a volta do rebanho para o seu Senhor.

No Novo Testamento Jesus Cristo é a expressão máxima de intercessor. Entre todos intercessores havia algo em comum. Eram varões retos, tementes a Deus, eram íntegros em toda a sua maneira de ser. Gozavam de uma comunhão plena com Deus. Abraão foi chamado “amigo de Deus”. O próprio Deus testemunhou a favor de Jó. Elias não experimentou a morte natural, foi trasladado e Jesus é chamado de “AMADO DO PAI”. Todos foram homens de fé. Foram homens de oração.

Não há como ser um intercessor sem as qualidades supramencionadas e estas outras que ainda serão apresentadas. Para ser um bom intercessor tem que conhecer bem a causa pela qual se intercede e ter um bom relacionamento junto ao qual se vai interceder. Todos os nomes de homens aqui citados conheciam suas causas e também conheciam a Deus. Gozavam de uma plena comunhão com o Senhor. Logo o maior requisito para ser um intercessor é conhecer a Deus.

Como seria isto possível, conhecer a Deus? Deus se revela aos seus quando estes se dedicam a momentos de orações. Momentos de intimidades com ele – o Senhor. Desta forma a fé é avivada. Obras poderosas surgem. Então este é o momento de Deus. É hora de o homem diminuir e deixar Deus se revelar. O verdadeiro servo não busca sua própria glória e sim a Glória de Deus.

BIBLIOGRAFIA

Os Caçadores de Deus, Tommy Tenney, Editora Dynamus

Quando o Espírito Vem com poder, John White, ABU editora

Por que tarda o pleno Avivamento, Leonard Revenhill, Editora Betania.

O Fogo do Reavivamento, Wesley Duewel, Editora Candeia

Sangue e Fogo – A história do avivamento morávio – artigo da revista “o arauto da Sua Vinda”.

Vidas Poderosas, Eneias Tognini

Avivamento no Congo – Apostila

História do Avivamento – Apostila do Prof. Sebastião da Veiga

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Uma resposta para Historia do Avivamento Espiritual

  1. Tamires disse:

    que ó senhor jesus continue le abençoando prof….sebastião

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